The term of management adjustment as a consensual external control instrument in Brazil
DOI: https://doi.org/10.32586/rcda.v22i1.887
Keywords:
consensual control, term of management adjustment, legal certaintyAbstract
The consensual control of public management emerges in an atmosphere of hermeneutic reinterpretation of the traditional paradigms of public administration. Such changes perceived in a post-pandemic world are reflected in the research currently undertaken, highlighting a clear intensification of approaches to governance and heuristic strategies that seek to overcome problems, fostering critical studies on controlling action and its practical effects on resource management public. In this prospective sense, the present work aims to investigate to what extent the Management Adjustment Term (TAG), based on consensus among the actors involved, constitutes a legitimate instrument for the exercise of external control of the public administration by the brazilian Courts of Accounts (TC). The identification and exploratory analysis of the inducing and limiting elements of its celebration within the scope of the controlling bureaucracies, based on a qualitative approach to the data collected through interviews and document analysis, made it possible to highlight a parameterization deficit that can compromise legal certainty, isonomy and impersonality in the institutional relations established in the control processes. The empirical study of a sample of celebrated TAGs resulted in a circumstantial diagnosis of the low effectiveness of these instruments, concluding, prospectively, that their legitimacy depends on assumptions related to the reputation of the controlling bureaucracies before their audiences, permeating the recognition of their exceptionality and the risks inherent in their management.
Metrics
References
AFONSO, J. R. Orçamento público no Brasil: história e premência de reforma. Espaço Jurídico: Journal of Law, v. 17, n. 1, p. 9-28, 2016.
ALMG. Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Parecer do MPC no Balanço geral do Estado 2016. Disponível em: https://www.almg.gov.br/acompanhe/planejamento_orcamento_publico/contas_governador.html. Acesso em: 24 fev. 2023.
BARDIN, L. Análise de conteúdo. SP: Edições 70, 2011.
BARZELAY, M. Instituições centrais de auditoria e auditoria de desempenho: uma análise comparativa das estratégias organizacionais na OCDE. Revista do Serviço Público, v. 53, n. 2, p. 5-35, 2002.
BAUER, M. W.; AARTS, B. A construção do corpus: um princípio para a coleta de dados qualitativos. In: BAUER, M. W. GASKELL, G. (org.). Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som: um manual prático. 7. ed. Petrópolis: Vozes, p. 39-63, 2008.
BINENBOJM, Gustavo. Uma Teoria do Direito Administrativo: Direitos Fundamentais, Democracia e Constitucionalização. 3. ed. Rio de Janeiro: Renovar, 2014.
BRASIL. Lei nº 13.655, de 25 de abril de 2018. Inclui no Decreto-Lei nº 4.657, de 4 de setembro de 1942 (Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro), disposições sobre segurança jurídica e eficiência na criação e na aplicação do direito público. Brasília, DF, 2018. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/L13655.htm. Acesso em: 24 fev. 2023.
CAVALCANTE, Pedro. Gestão pública contemporânea: do movimento gerencialista ao pós-NPM, n. 2319, Texto para Discussão, 2017.
COSTA, F. L. da; CASTANHAR, J. C. Avaliação de programas públicos: desafios conceituais e metodológicos. Revista de Administração Pública, Rio de Janeiro, v. 37, n. 5, p. 969-992, set./out. 2003.
FERRAZ, L. Controle e consensualidade: fundamentos para o controle consensual da Administração Pública. Minas Gerais: Fórum, 2020.
FILGUEIRAS, F. de B. Burocracias do controle, controle da burocracia e accountability no Brasil, p. 355-381, 2018. Disponível em: http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/8617. Acesso em: 24 fev. 2023.
HABERMAS, J. Direito e democracia: entre facticidade e validade. Tradução Flávio Bena Siebeneichler, v. 1, Rio de Janeiro: Tempo brasileiro, 2010.
HURTT, R. K. Development of a scale to measure professional skepticism. Auditing: a Journal of Practice & Theory, v. 29, n. 1, p. 149-171, 2010.
IRB. Instituto Rui Barbosa. Normas de Auditoria do Setor Público [NBASP] 3000. (2019). Norma para Auditoria Operacional. Disponível em: https://irbcontas.org.br/nbasp/. Acesso em: 24 fev. 2023.
KHANDER, S. R. et al. Handbook on impact evaluation. Quantitative methods and practices. Washington, DC: The World Bank, p. 3-4; 7-31, 2010.
LIPSKY, M. Burocracia em nível de rua: dilemas do indivíduo nos serviços públicos. Brasília: Enap, 2019.
LOTTA, G.; SANTIAGO, A. Autonomia e discricionariedade: matizando conceitos-chave para o estado de burocracia. BIB-Revista Brasileira de Informação Bibliográfica Em Ciências Sociais, n. 83, p. 21-42, 2017.
MCDONALD III, Bruce D. et al. The future of public administration research: an editor's perspective. Public Administration, v. 100, n. 1, p. 59-71, 2022.
MORIN, E. Introdução ao Pensamento Complexo. 3. ed. Lisboa: Instituto Piaget, 2001.
NELSON, M. W. A model and literature review of professional skepticism in auditing. Auditing, v. 28, n. 2, p. 1, 2009.
O'DONNELL, G. Accountability horizontal e novas poliarquias. Lua nova: revista de cultura e política, p. 27-54, 1998.
PIETRO, M. S. Z. di; RIBEIRO, C. V. A. Supremacia do interesse público e outros temas relevantes do Direito administrativo. São Paulo: Atlas, 2010.
PINTO, É. G.; BAHIA, A. M. F. de M.; SANTOS, L. O financiamento da saúde na Constituição de 1988: um estudo em busca da efetividade do direito fundamental por meio da equalização federativa do dever do seu custeio mínimo. A&C – Revista de Direito Administrativo & Constitucional, v. 16, n. 66, p. 209-237, 2017.
PINTO, É. G.; XIMENES, S. B. Financiamento dos direitos sociais na Constituição de 1988: do “pacto assimétrico” ao “estado de sítio fiscal”. Educação & Sociedade, v. 39, p. 980-1003, 2018.
POLLITT, C. et al. Desempenho ou legalidade: auditoria operacional e de gestão pública em cinco países. Tradução Pedro Buck. Belo Horizonte: Fórum, 2008.
PUCCIONI, F. G. Capacidades e performance dos Tribunais de Contas no Brasil. Mestrado Profissional em Administração Pública, Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas, Fundação Getúlio Vargas: Rio de Janeiro, 2016.
RAMOS, M. P.; SCHABBACH, L. M. O estado da arte da avaliação de políticas públicas: conceituação e exemplos de avaliação no Brasil. Revista de administração pública, v. 46, p. 1271-1294, 2012.
SUNDFELD, C. A. Direito administrativo para céticos. Malheiros Editores, 2014.
VORONOFF, A. Direito Administrativo Sancionador no Brasil. Belo Horizonte: Fórum, 2018.
TCE. Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais. Balanço Geral do Estado nº 1007713, voto proferido em sessão plenária realizada em 11 de julho de 2017. Disponível em: https://fiscalizandocomtce.tce.mg.gov.br/#/inicio. Acesso em: 24 fev. 2023.
TCE. Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais. Relatório sobre a macrogestão do governo do estado de Minas Gerais, p. 772-773. Disponível em: https://fiscalizandocomtce.tce.mg.gov.br/#/inicio. Acesso em: 24 fev. 2023.
TCE. Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais. Voto proferido em 10 de outubro de
, no processo nº 877081/2012. Disponível em: https://www.tce.mg.gov.b/. Acesso em: 24 fev. 2022.
References
AFONSO, J. R. Orçamento público no Brasil: história e premência de reforma. Espaço Jurídico: Journal of Law, v. 17, n. 1, p. 9-28, 2016.
ALMG. Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Parecer do MPC no Balanço geral do Estado 2016. Disponível em: https://www.almg.gov.br/acompanhe/planejamento_orcamento_publico/contas_governador.html. Acesso em: 24 fev. 2023.
BARDIN, L. Análise de conteúdo. SP: Edições 70, 2011.
BARZELAY, M. Instituições centrais de auditoria e auditoria de desempenho: uma análise comparativa das estratégias organizacionais na OCDE. Revista do Serviço Público, v. 53, n. 2, p. 5-35, 2002.
BAUER, M. W.; AARTS, B. A construção do corpus: um princípio para a coleta de dados qualitativos. In: BAUER, M. W. GASKELL, G. (org.). Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som: um manual prático. 7. ed. Petrópolis: Vozes, p. 39-63, 2008.
BINENBOJM, Gustavo. Uma Teoria do Direito Administrativo: Direitos Fundamentais, Democracia e Constitucionalização. 3. ed. Rio de Janeiro: Renovar, 2014.
BRASIL. Lei nº 13.655, de 25 de abril de 2018. Inclui no Decreto-Lei nº 4.657, de 4 de setembro de 1942 (Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro), disposições sobre segurança jurídica e eficiência na criação e na aplicação do direito público. Brasília, DF, 2018. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/L13655.htm. Acesso em: 24 fev. 2023.
CAVALCANTE, Pedro. Gestão pública contemporânea: do movimento gerencialista ao pós-NPM, n. 2319, Texto para Discussão, 2017.
COSTA, F. L. da; CASTANHAR, J. C. Avaliação de programas públicos: desafios conceituais e metodológicos. Revista de Administração Pública, Rio de Janeiro, v. 37, n. 5, p. 969-992, set./out. 2003.
FERRAZ, L. Controle e consensualidade: fundamentos para o controle consensual da Administração Pública. Minas Gerais: Fórum, 2020.
FILGUEIRAS, F. de B. Burocracias do controle, controle da burocracia e accountability no Brasil, p. 355-381, 2018. Disponível em: http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/8617. Acesso em: 24 fev. 2023.
HABERMAS, J. Direito e democracia: entre facticidade e validade. Tradução Flávio Bena Siebeneichler, v. 1, Rio de Janeiro: Tempo brasileiro, 2010.
HURTT, R. K. Development of a scale to measure professional skepticism. Auditing: a Journal of Practice & Theory, v. 29, n. 1, p. 149-171, 2010.
IRB. Instituto Rui Barbosa. Normas de Auditoria do Setor Público [NBASP] 3000. (2019). Norma para Auditoria Operacional. Disponível em: https://irbcontas.org.br/nbasp/. Acesso em: 24 fev. 2023.
KHANDER, S. R. et al. Handbook on impact evaluation. Quantitative methods and practices. Washington, DC: The World Bank, p. 3-4; 7-31, 2010.
LIPSKY, M. Burocracia em nível de rua: dilemas do indivíduo nos serviços públicos. Brasília: Enap, 2019.
LOTTA, G.; SANTIAGO, A. Autonomia e discricionariedade: matizando conceitos-chave para o estado de burocracia. BIB-Revista Brasileira de Informação Bibliográfica Em Ciências Sociais, n. 83, p. 21-42, 2017.
MCDONALD III, Bruce D. et al. The future of public administration research: an editor's perspective. Public Administration, v. 100, n. 1, p. 59-71, 2022.
MORIN, E. Introdução ao Pensamento Complexo. 3. ed. Lisboa: Instituto Piaget, 2001.
NELSON, M. W. A model and literature review of professional skepticism in auditing. Auditing, v. 28, n. 2, p. 1, 2009.
O'DONNELL, G. Accountability horizontal e novas poliarquias. Lua nova: revista de cultura e política, p. 27-54, 1998.
PIETRO, M. S. Z. di; RIBEIRO, C. V. A. Supremacia do interesse público e outros temas relevantes do Direito administrativo. São Paulo: Atlas, 2010.
PINTO, É. G.; BAHIA, A. M. F. de M.; SANTOS, L. O financiamento da saúde na Constituição de 1988: um estudo em busca da efetividade do direito fundamental por meio da equalização federativa do dever do seu custeio mínimo. A&C – Revista de Direito Administrativo & Constitucional, v. 16, n. 66, p. 209-237, 2017.
PINTO, É. G.; XIMENES, S. B. Financiamento dos direitos sociais na Constituição de 1988: do “pacto assimétrico” ao “estado de sítio fiscal”. Educação & Sociedade, v. 39, p. 980-1003, 2018.
POLLITT, C. et al. Desempenho ou legalidade: auditoria operacional e de gestão pública em cinco países. Tradução Pedro Buck. Belo Horizonte: Fórum, 2008.
PUCCIONI, F. G. Capacidades e performance dos Tribunais de Contas no Brasil. Mestrado Profissional em Administração Pública, Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas, Fundação Getúlio Vargas: Rio de Janeiro, 2016.
RAMOS, M. P.; SCHABBACH, L. M. O estado da arte da avaliação de políticas públicas: conceituação e exemplos de avaliação no Brasil. Revista de administração pública, v. 46, p. 1271-1294, 2012.
SUNDFELD, C. A. Direito administrativo para céticos. Malheiros Editores, 2014.
VORONOFF, A. Direito Administrativo Sancionador no Brasil. Belo Horizonte: Fórum, 2018.
TCE. Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais. Balanço Geral do Estado nº 1007713, voto proferido em sessão plenária realizada em 11 de julho de 2017. Disponível em: https://fiscalizandocomtce.tce.mg.gov.br/#/inicio. Acesso em: 24 fev. 2023.
TCE. Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais. Relatório sobre a macrogestão do governo do estado de Minas Gerais, p. 772-773. Disponível em: https://fiscalizandocomtce.tce.mg.gov.br/#/inicio. Acesso em: 24 fev. 2023.
TCE. Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais. Voto proferido em 10 de outubro de
, no processo nº 877081/2012. Disponível em: https://www.tce.mg.gov.b/. Acesso em: 24 fev. 2022.
Published
Issue
Section
License
Copyright (c) 2023 Revista: apenas para a 1ª Publicação.

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Autores que publicam na Revista Controle – Doutrina e Artigos concordam com os seguintes termos:
1 A Revista Controle – Doutrina e Artigos não se responsabiliza pelas opiniões, ideias e conceitos emitidos nos textos, por serem de inteira responsabilidade de seu(s) autor(es), não significando necessariamente o posicionamento do Tribunal de Contas do Estado do Ceará e do Instituto Plácido Castelo;
2. O periódico segue o padrão Creative Commons (CC BY NC 4.0), que permite o compartilhamento e adaptação de obras derivadas do original, mas não pode usar o material para fins comerciais. As novas obras devem conter menção ao(s) autor(es) nos créditos;
3 O(s) responsável(is) pela submissão de artigos declara(m), sob as penas da Lei, que a informação sobre a autoria do trabalho é absolutamente completa e verdadeira;
4 O(s) autor(es) garante(m) que o artigo é original e inédito e que não está em processo de avaliação em outros periódicos;
5 A responsabilidade por eventuais plágios nos artigos publicados é de responsabilidade do(s) autor(es);
6 É reservado aos Editores o direito de proceder ajustes textuais e de adequação dos artigos às normas da publicação;
7 A Revista Controle – Doutrina e Artigos não realiza cobrança de nenhuma taxa ou contribuição financeira em razão de submissão de artigos ou de seu processamento;
8 A publicação dos artigos na Revista Controle – Doutrina e Artigos não gerará direito à remuneração de qualquer espécie; e
9 O(s) autor(es) autoriza(m) a publicação do artigo na Revista Controle – Doutrina e Artigos.